Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

Um dia vou-te dizer... que te amo.

Este texto não é cómico, é sincero, tão sincero que nem sei se sou eu que o estou a escrever, porque eu não costumo ser verdadeiro, escondo-me atrás de um mundo de fachada, aquele mundo que tu entendes, mas mesmo assim, não gostas de mim, não gostas pelo menos da maneira que eu quero, da forma que eu preciso, da forma que me fazias ainda mais feliz... mas compreendo que não tenhas de gostar dessa forma.

            Este é um texto de “esmiuçamento dos sufrágios” dos meus sentimentos, neste momento estou a “despir-me”, (a imagem que estás a imaginar neste momento, tenho a noção que não é das melhores, mas quem dá o que tem?) … continuando… estou a despir-me desta “capa de protecção”, deste “escudo” que fui criando ao longo destes anos, tenho medo, MAS QUEM NÃO TEM? Só aqueles pobres de espírito, os farsantes, os que dizem sentir sem saber o que é sentir.

            Eu não digo por dizer, se digo é porque é realmente o que sinto, sou eu, (eu e a minha “amante”, a companheira dos últimos treze anos), sou uma “chaleira” em pessoa, fervo em muito pouca água, não sou assim “mau feitio” porque quero, acho que este feitio faz parte do tal “escudo”, sinceramente já não me conheço, perdi-me ao longo do tempo, deixei de acreditar nas pessoas, tornei-me uma pessoa que não gosto de ser, mas inconscientemente, volto dia após dia a cometer erros infantis, erros que já devia ter aprendido a não fazer, mas não sou capaz, não tenho sido.

            Apareceste na minha vida á uns anos, assim por acaso, não tinha reparado em ti, ou melhor, a minha onda era outra, estava preso a quem me humilhava, a quem fazia dos meus sentimentos a sua perversa diversão, usando uma mentira minha, (mentira essa, tão típica de quem tinha perdido uma infância daquela maneira), para me castigar a seu belo prazer, mas a certa altura desisti, foi a minha melhor decisão.

            Voltei a encontrar-te mas tive medo, mais uma vez, fui burro, cobarde, inseguro e jovem, vivia cada dia como se fosse o último, borgas, “gajas” e futebol com algum álcool e substâncias químicas tão típicas das noitadas, não me arrependo, vivi, pelo meio uma grande desilusão, um “irmão” que me fez questionar se a vida valia a pena e uma pessoa que ainda hoje me acha um monstro, ideia essa, por causa de algo que foi meticulosamente inventado, com requintes de malvadez, por esse “irmão”, não sendo, totalmente culpa dele, uma vez que, embora esta história tivesse algumas verdades á mistura, a pessoa em questão nem meteu em causa, que aquela historia fosse falsa, não esqueci e dificilmente irei esquecer, irá ficar esta magoa dentro de mim, mas… pode ser que um dia essa pessoa tenha a consciência daquilo que fez e lhe diga a verdade.

            Passados este anos e depois de ter sido feliz num intervalo de duas Primaveras, tive alguém que me fez feliz realmente, mas, há sempre um mas…, não achei na altura, que devesse ser a prisão que era para essa pessoa, ela por tudo o que fez por mim, não merecia que eu não estivesse por inteiro naquela relação, o meu sentimento não era total, não estava por inteiro, como tal não era justo para ambos, em todo o caso Obrigado, por tudo, devo-lhe este reconhecimento.

            Agora vejo-me de novo perdidamente carente de ti, estou no meu estado “puro”, livre, mais velho e muito arrependido de não te ter dito á mais tempo que era de ti que eu precisava, talvez porque só reparei nisso de á uns tempos para cá, o tempo passa e eu não te consigo esquecer, ando á deriva no meu dia-a-dia, desejoso que chegue o fim de semana só para te ver, por breves momentos que seja, cada vez que tenho algum tipo de contacto contigo, fico feliz, embalando logo num “tsunami” de emoções e ilusões, acreditando que um dia serei feliz a teu lado, ilusão que me mantém vivo, cheguei á conclusão que fugir não será solução, mas mesmo assim o irei fazer, se tudo correr bem, porque sei, que a minha vida nunca deixará de ser uma Vida de Fachada.

 

QUANDO DEIXAR DE PENSAR ASSIM VOU-TE DIZER… QUE TE AMO.

 

Rodas

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publicado por Rafael Oliveira às 16:47
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